1 - Introdução ao Sistema D-Star
O D-Star é um novo sistema de rádio que oferece comunicação de voz digital e de dados de forma eficiente e inovadora aos radioamadores. Ele liga repetidoras com links em microondas e Internet formando uma rede mundial de radioamadores. O Sistema D-Star fornece novos recursos e funcionalidades inéditos que incrementam a eficiência de nossas comunicações. O nome D-Star vem de Digital Smart Technologies for Amateur Radio, que em português significa Tecnologias Digitais Inteligentes para o radioamador.

O que o Sistema D-Star oferece.
Comunicação de dados a 128kbps e comunicação de voz digital a 4.8kbps - O       D-Star não só oferece comunicação de voz digital, mas também comunicação de dados (DD). Nele poderá transferir arquivos de imagens, gráficos, texto ou qualquer outro que desejar.
A sua voz e dados alcançarão distâncias nunca antes possíveis - Múltiplos links por rádio e Internet permitem comunicações de longa distância virtualmente com o mundo todo.
Aplicações de internet - O Sistema D-Star usa o protocolo TCP/IP, portanto pode ser ligado a um PC, podem-se acessar à web, e-mails e qualquer aplicativo disponível na Internet.
Acesso à internet sem fios - Estando na área de cobertura de um repetidor D-Star, poderá conectar-se à internet e serviço de mensagens multimídia.
Link de dados simplex - Com o novo rádio ID-1 da Icom, poderá fazer ligações e transferir dados diretamente de um rádio para outro em áreas onde não existem repetidores D-Star.
Protocolo com roteamento - As comunicações são feitas sempre com endereço do emissor e destinatário, garantindo assim uma comunicação eficiente e organizada, não dando espaço para o mau uso comum nas comunicações analógicas atuais. Reportagem completa de quem utiliza e quando podem ser conectadas através da internet.
História
D-Star é um padrão que foi publicado em 2001. Ele é resultado de três anos de pesquisas patrocinadas pelo governo japonês e administrado pela JARL (Associação Japonesa de Radioamadores). Ele foi criado para suprir a necessidade por novas tecnologias para uso no radioamadorismo. A pesquisa envolveu fabricantes Japoneses de rádio e outros observadores. A Icom forneceu equipamentos usados para desenvolvimento e testes. Rádios e repetidoras D-Star  foram testados exaustivamente e agora estão disponíveis para uso público.
Visão Geral do Sistema
O D-Star é um protocolo aberto. Embora tenha sido publicado pela JARL, ele está disponível e pode ser utilizado por qualquer um. Qualquer equipamento ou software que suporte o protocolo D-Star funcionará com o sistema D-Star. Os sistemas D-Star podem ser construídos usando tanto equipamentos comerciais como construídos por radioamadores.
O protocolo D-Star é aplicado à porção de RF (rádio freqüência) dos sinais transferidos entre rádios ou entre rádios e repetidores. Os rádios D-Star podem-se comunicar diretamente com outros rádios D-Star sem o intermédio de equipamentos ou repetidores tanto em modo DV (voz digital) como em modo DD (Dados). A porção Gateway (Porta de Comunicação) do protocolo aplica-se às interfaces entre repetidores D-Star, conforme a figura 1. O protocolo também especifica como o sinal de voz digital é convertido para ser enviado como dados, função conhecida como CODEC (codificador/decodificador).



O codec utilizado é conhecido como AMBE ® (Advanced Multi-Band Excitation). O sinal de voz é transmitido no sistema D-Star a 3600 bits/segundo.
1 - Voz Digital (DV) e Dados (DD)
O sistema D-Star suporta dois tipos de mensagem digital. A voz digital (DV) usada em 144Mhz (2m) e 440MHz (70cm) contém tanto informação de voz digitalizada (3600 bps incluindo correção de erros) quanto dados (1200 bps). Um rádio DV é capaz de operar como um rádio FM que pode operar simultaneamente para voz e para rádio packet. A mensagem de dados (DD), utilizados apenas na banda de 1.2GHz, é exclusivamente para dados a uma taxa de 128kbps.
A ligação de dados num rádio que utiliza DV é via interface serial RS232 ou USB 1.0. Já num rádio DD é através de ligação ethernet de alta velocidade. O software de emulação de terminal (DV) ou browser (DD) poderá ser utilizados para comunicação móvel, conforme a figura 2.


2 - Afinal, o que tem o D-Star de tão interessante?
Bom, já sabemos que todos estão curiosos sobre o assunto. Mas afinal, o que o D-Star de tão interessante assim? É o que vamos ver agora. Vou tentar mostrar aqui o que ele nos oferece e vocês decidem no final se ele realmente merece essa atenção toda.
Modo DV - Digital Voice - Voz Digital.
Um rádio D-Star pode tanto operar em modo analógico (o FM que usamos hoje) como em modo DV, que é o modo digital. Neste último, a sua transmissão só será compreendida se recebida por outro rádio que opere no sistema D-Star. Os rádios que temos hoje podem até sintonizar uma transmissão DV, mas só ouviremos ruídos.
Todos sabem da excelente qualidade de áudio de uma transmissão em modo FM quando o sinal é limpo e livre de ruídos. Pois bem, uma transmissão em modo DV não é melhor que uma transmissão de FM nestas condições, mas também não fica muito atrás. Ela lembra um pouco o áudio de uma ligação de telefone celular melhorado. Isso deve-se ao fato de que a transmissão DV é resultado de uma conversão do áudio analógico para o modo digital feita por um CODEC (circuito integrado conversor de analógico/digital) numa taxa relativamente baixa.
Todos sabem que um CD é um áudio analógico digitalizado e tem um som excelente. Então porque é que o DV do D-Star não pode ter essa mesma qualidade de áudio? Simples. Por causa de algo chamado largura de banda. Para termos uma qualidade de áudio alta, a transmissão tem que ocupar um espaço maior no espectro de rádio freqüência. Uma transmissão de FM estéreo de uma rádio broadcast ocupa 100 kHz, por essa razão, tem excelente qualidade de áudio com respostas em freqüência de 30 Hz a 15 kHz. Já uma transmissão de radioamador em FM ocupa apenas 10 kHz. Por isso o nosso áudio não é tão bom quanto o da rádio FM, mas é bom o suficiente para comunicarmos com clareza e não ocupar muito um espectro tão concorrido.
Os criadores do D-Star levaram em consideração a escassez do espectro e resolveram usar uma taxa de amostragem mais baixa para a conversão do áudio, perdendo um pouco em qualidade, mas ganhando em eficiência. Uma transmissão em VHF deveria ocupar apenas 10 kHz, mas na realidade usa mais que isso, pois tanto uma freqüência acima quanto uma abaixo são comprometidas. O espaço de 20 kHz necessários hoje para que um repetidor analógico não interfira no outro poderia acomodar três repetidores D-Star. Uma transmissão D-Star ocupa tão menos banda, que poderia ficar entre uma repetidora analógica e outra, funcionando pacificamente com elas como mostra a ilustração abaixo:


Outra coisa interessante no modo DV é que ele é livre de ruídos. Digital é assim, ou é tudo ou é nada. Ou tem sinal e é perfeito ou não tem sinal. Se uma estação D-Star está à 500m da repetidora e outra está a 50 km, o áudio é exatamente o mesmo. Não saberá dizer quem está perto e quem está longe, ambos serão claros e livres de ruídos. Quando uma estação D-Star móvel está saindo da área de cobertura do repetidor e está a ponto de não ser mais ouvida, o áudio começa a sofrer cortes e soar meio metalizado, como uma ligação de telefone celular ruim, mas ainda assim livre de ruídos, até que finalmente ele desaparece.
Uma comparação feita com uma estação transmitindo em modo digital já no limiar da cobertura da repetidora pode ser ouvida claramente, isso graças ao algoritmo de correção de erros do protocolo D-Star, mas ao mudar para o modo FM, percebemos que fica quase incompreensível.
Incrível não? Segundo radioamadores americanos, após alguns dias a operar o sistema D-Star, achará inaceitável estações ruidosas do modo FM. A propósito, o modo DV não tem ruído de squelch fechando.
Área de cobertura do modo FM comparado ao modo DV
Há controvérsias sobre esse assunto ainda. Segundo respostas de dois grupos de radioamadores americanos que utilizam o sistema, a cobertura fica assim:
Grupo 1 ) A cobertura é por volta de 25% maior que a do modo analógico porque o digital, quando o analógico já está no meio do ruído, ainda consegue passar com áudio perfeito por causa da correição de erros do protocolo. O digital é sempre com áudio limpo e sem ruídos, e quando não está mais na área de cobertura desaparece de uma vez.
Grupo 2 ) O digital oferece uma cobertura próxima de 95% do analógico. Tomemos como exemplo um repetidor que cubra uma área de 100 km. No digital vai perder o contato a 95 km dele, já no analógico terá um áudio bem ruidoso por mais uns 5 a 9 km. Ainda consegue operar em D-Star com o S - meter em modo analógico marcando entre S1 e apenas a luz do busy acesa, enquanto no modo analógico vai ter luz de busy devido ao ruído. Resumindo: A cobertura do D-Star é um pouco menor, mas o áudio é 100% até o último km.

Acesso ao repetidor

Um repetidor D-Star só retransmite um sinal que tenha um endereço de origem e destino. Neste caso o endereço seria o indicativo do radioamador. Portanto antes de acionar um repetidor, é preciso configurar algumas informações na memória do rádio para poder transmitir. Nos repetidores atuais, é só preciso saber a freqüência, o offset e eventualmente o tone. Já num D-Star, além da freqüência e offset, é preciso saber algumas configurações a mais como o indicativo e portas. Normalmente essas configurações serão divulgadas por quem mantêm o repetidor para que consiga operá-lo.
Veja que interessante. Imagine que eu, PU5XXX, queria chamar um colega pelo repetidor. Escolhendo numa lista de indicativos que eu tenha antecipadamente memorizado no meu rádio, escolho o PY5XX. Apenas aperto o PTT e um pacote de dados contendo como destinatário o PY5XX é enviado para o repetidor. Ele, por sua vez, retransmite esse pacote até ao rádio do destinatário. Se o rádio estiver ligado, ele dará um alerta e o PY5XX vai ver no display do seu rádio que sou eu quem o está a chamar. Daí ele simplesmente aperta o PTT e começamos o contato através do repetidor.
Claro que eu poderia simplesmente selecionar o prefixo dele e chamar como costumamos fazer nos repetidores de hoje, mas para quê ficar a chamar e a incomodar quem está na escuta com repetidas chamadas, e às vezes em vão.
Se eu preciso colocar o indicativo de destino, quer dizer que não poderei mais chamar qualquer um que esteja na escuta para uma conversa? Claro que posso! Basta selecionar o indicativo CQCQCQ, vai aparecer no rádio de todos os que estiverem na escuta, e poderei falar com quem responder. E também se fizer a chamada por voz no repetidor, todos ouvirão. Inclusive, qualquer comunicado que houver no repetidor será ouvido por todos que estiverem sintonizados nele. O indicativo só é necessário se quiser utilizá-lo. O monitorização dos comunicados no repetidor é livre, como nas atuais.
Veja outra coisa interessante. Imagine que eu, PU5XXX, estou a conversar com o PY5XX e com o PY3XX. Este último pede-me o número do meu telefone. Eu, por razões próprias, não gostaria de divulgá-lo na freqüência. Simplesmente escrevo uma mensagem de texto, como se fosse um SMS no telefone celular, pelo teclado do meu rádio, e envio com destino ao PY3XX. Pronto! Ele recebe no seu display o número diretamente e os outros que por ventura estejam a ouvir nem saberão que isso ocorreu. O modo DV permite voz e dados simultaneamente. Não importa se alguém está a falar na altura, é possível trocar mensagens simultaneamente com a voz.
Outra coisa interessante é que através destas mensagens podemos controlar equipamentos em casa através do repetidor apenas tendo o rádio ligado a uma interface para esse fim. Todo o rádio Dstar tem uma saída de dados que pode ser ligada a um PC ou qualquer outro dispositivo. Já criaram uma interface que pode ser ligado a um teclado de PC para poder trocar mensagem no modo DV.

Gateway do D-Star

Um repetidor D-Star pode funcionar como um repetidor normal ou como um repetidor Gateway (portal). A controladora do repetidor D-Star tem uma entrada ethernet que pode ser ligada à internet (exige IP fixo). Uma vez ligada a internet, ele fará parte da rede mundial D-Star.
Imagine a seguinte situação: O PU5XXX quer falar com o PY3XX. Ele seleciona o indicativo dele e aperta o PTT para enviar a chamada. Ocorre que o PY3XX não está na cidade. Por acaso ele está noutra cidade, mas dentro da área de cobertura de outro repetidor D-Star que também é Gateway. Vai aparecer no display do PY3XX que o PU5XXX está a chamar. Ele responde e pronto! Estarão a comunicar-se como se estivessem no mesmo repetidor e com a mesma qualidade de áudio! O repetidor D-Star faz uma busca na rede D-Star e pergunta se aquele indicativo está disponível em alguma delas. Ou seja, o repetidor D-Star faz um tipo de roaming, como faz o telefone celular Para encontrar um utilizador fora da sua área. Não importa onde o PY3XX estiver, poderia ser em Las Vegas nos EUA ou em Londres na Inglaterra. Trocar mensagens também funciona entre repetidores.
Vale lembrar que os repetidores D-Star também podem ser ligados ao Echolink e IRLP.
Se o repetidor D-Star está ligado à internet, e os rádios D-Star podem transmitir dados, será que eu poderia usar um notebook ligado na saída de dados do rádio e num local remoto acessarem a internet? Claro! Se os responsáveis do repetidor permitirem o uso, é possível ler e-mails e muito mais utilizando o rádio. O único inconveniente é que para VHF e UHF, a velocidade de transferência é de apenas 1200 bps. Embora suficiente para e-mails de textos e troca de mensagens, não será eficiente para navegação na web. Já o repetidor de 1.2GHz, tem capacidade para transmissão de banda larga a 128kbs. Nada mal para navegar do carro!
Monitoramento (Log)
O sistema D-Star, através da controladora do repetidor, permite que um PC rodando Linux seja ligado a ela para rodar aplicativos variados. Um deles, é o programa do log de utilização do repetidor. O responsável pode disponibilizar na web um endereço onde qualquer um poderá ver quem, quando e de onde, está a utilizar o repetidor. Com esse aplicativo e mais alguns, é possível garantir um ambiente cordial e respeitoso, que um dia já foi marca registrada do radioamador.

3 - Rádios Compatíveis D-Star
No momento o único fabricante que comercializa rádios com o sistema D-Star é a Icom. A Kenwood já apresentou na feira no Japão um modelo idêntico ao ID-800 da Icom. Segundo informações, a Kenwood fez parceria com a Icom para lançar a sua linha D-Star. Também existem informações não confirmadas que a Yaesu já trabalha para lançar os seus modelos.
Rádios D-Star Icom
IC-V82 HT de VHF (necessita da unidade opcional UT-118)
IC-U82 HT de UHF (necessita da unidade opcional UT-118)
IC-91AD HT Dual Band
IC-91A HT Dual Band (necessita da unidade opcional UT-121)
IC-92AD HT Dual Band
IC-2200H Mono Band de VHF (necessita da unidade opcional UT-118)
IC-2820H Dual Band móvel (necessita da unidade opcional UT-123)
ID-1 Mono Band móvel de 1GHz
ID-880H Dual Band móvel
 [Projeto D-Star - Por PY2JF - João Roberto S. G. Ferreira]
Os artigos são da responsabilidade de quem os escreveu.

Sistema D-Star

Reflector Brasileiro REF018

AFINAL, pra que serve esse tal de Reflector?

Bom é simples, no Sistema DSTAR os gateways das repetidoras só permitem uma única conexão por vez, ou seja, se a repetidora A estiver conectado na Repetidora B, a repetidora C não consegue conectar. E então? O que fazer???? Com esse problema os desenvolvedores dos softwares dos gateways criaram uma versão chamada Reflector, que permite muitas conexões de usuários e gateways simultaneamente. O limite dessas conexões é a banda larga do acesso a internet.

Aqui no Brasil temos o Reflector numero 18.

No DSTAR ela é batizada como: ref018

Todos os reflector possuem 3 salas, sendo A, B e C, que essas podem ser divididas por assuntos.

Aqui no Brasil ficou definido assim:

A: Repetidoras permanentemente conectadas;
B: Repetidoras para links rápidos, temporários;
C: Assuntos diversos e agendados.

Vou explicar aqui cada um:

A: Trata-se de uma sala onde os mantenedores das repetidoras de DSTAR podem deixar sua repetidora conectada permanentemente, sendo assim, os usuários que falarem na repetidora conectada sairá em todas as repetidoras conectadas.

B: Trata-se de uma sala onde os mantenedores das repetidoras de DSTAR podem conectar sua repetidora por um período curto, por exemplo, alguém vai viajar de Sorocaba para São Paulo, então ele link as repetidoras para manter contatos como se tivesse local. É importante que os mantenedores respeitem os tempos curtos, para dar oportunidade a outros amigos.

C: Trata-a se uma sala aonde os mantenedores das repetidoras de DSTAR podem conectar sua repetidora para participar de um evento pré-agendado através de sites de clubes ou divulgações através de e-mail. Entende-se esses eventos como palestras, bate-papo sobre determinado assunto técnico, conexões em casos de emergências, QTC, canal de divulgações etc...

Para saber as estações conectadas ao Reflector Brasileiro acesse o status da pagina:

Para a instalação de um reflector a comissão de DSTAR faz diversas exigências de infra-estrutura do local onde será instalado. Desde um link de no mínimo 10Mbps de UP e Down, no-break, instalação em Rack e local ventilado. Para nos a primeira exigência já foi quase o motivo da desistência da instalação do Reflector, isso porque aqui no Brasil um link de 10Mbps custa-se fortunas e as universidades que teriam esses links sobrando não disponibilizariam para uso de radioamadorismo, já que aqui não temos o mesmo valor que nos temos em outros países. Sendo assim, contamos com a ajuda do radioamador chamado FRED PU2TIY, que conhecemos há muitos anos e seu Avô que também foi um grande Radioamador de Campinas e mantinha a 146.810 MHz alem de outras repetidoras. Fred esta morando nos Estados Unidos agora e disponibilizou essa infra-estrutura exigida para a realização do Reflector Brasileiro.

O Reflector é Administrador por: PU2TIY, PY2JF e PY2PE

Qualquer duvida estamos a disposição: dstar@dstar.com.br

Fonte http://www.dstar.com.br/reflector.htm

Configurações D-STAR

Exemplo de como chamar qualquer estação LOCAL, na mesma BANDA sem utilização do Gateway:


CONFIGURAÇÃO:

YOUR: CQCQCQ
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2:


Exemplo de como chamar qualquer estação LOCAL, porem em outra BANDA sem utilização do Gateway:



CONFIGURAÇÃO:

YOUR: CQCQCQ
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE C   (porta de VHF da 147.120 MHz)


Exemplo de como chamar qualquer estação LOCAL, na mesma BANDA utilizando GATEWAY: (neste exemplo você esta local, porem seu indicativo fica registrado no gateway para que estações de outros gateway possam te encontrar)


CONFIGURAÇÃO:

YOUR: CQCQCQ
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Link com gateway para enviar seus dados para a rede  mundial Dstar e caso o gateway esteja linkado com outro gateway, você falara normalmente)


Exemplo de como chamar qualquer estação LOCAL, em outra BANDA utilizando GATEWAY: (neste exemplo você esta local, porem seu indicativo fica registrado no gateway para que estações de outros gateway possam te encontrar)



CONFIGURAÇÃO:

YOUR: PY2KPEC  (Exemplo para Trasmitir em UHF e sair em VHF e na porta gateway) 
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Link com gateway para enviar seus dados para a rede mundial DSTAR)



Quer saber como esta sua transmissão? Existe uma funcionalidade onde você pode escutar o que você falar e verificar se transfere áudio: (papagaio)


CONFIGURAÇÃO:

YOUR: PY2KPE E  (Função de papagaio)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Link com gateway para enviar seus dados para a rede mundial DSTAR)


Status dos Links da Repetidora:


CONFIGURAÇÃO:

YOUR: PY2KPE I  (solicitação de Informação da RPT)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Link com gateway para enviar seus dados para a rede mundial DSTAR)


Exemplo de como chamar qualquer estação em uma repetidora:

CONFIGURAÇÃO:

YOUR: /PY2KCAC    (Exemplo de uma repetidora de Americana na porta C de VHF)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  

OBS: Se você for utilizar alguma repetidora que tenha menos caractere por exemplo: K3KR olhe o exemplo da configuração:

YOUR: /K3KR B    (Observe que tem um espaço ente o indicativo e a porta B de UHF)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  


Exemplo de como chamar um radioamador especifico e sem saber por onde ele esta operando: (nesse exemplo o gateway vai tentar encontrar onde foi a ultima vez que essa estação apareceu:


CONFIGURAÇÃO:

YOUR: PY2JF    (Exemplo de chamar o PY2JF)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  



Obs: Todas as funcionalidades descritas e exemplificadas acima estão disponíveis a qualquer radioamador que já esteja registrado. Para os exemplos abaixo o administrador do gateway necessita autorizar os indicativos que permitirão fazer esses comandos.

Exemplo de como Linkar uma repetidora para a repetidora local onde você esta operando:


CONFIGURAÇÃO:

YOUR: PY2KCAL    (Exemplo de linkar uma repetidora de Americana PY2KCA na porta C que é de VHF. Observe no final a letra L de link)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  

OBS: Se você for utilizar alguma repetidora que tenha menos caracteres, por exemplo: K3KR olhe o exemplo da configuração:

YOUR: K3KR BL    (Observe que tem um espaço ente o indicativo e a porta B de UHF e o L fica junto)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  

OBS: Quando a repetidora estiver linkada você opera normalmente e tudo que for falado na PY2KPE vai sair na repetidora linkada, não precisa colocar o indicativo dela. Sendo assim, utilize:

YOUR: CQCQCQ
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  



No DSTAR é possível linkar a repetidora em salas que possuem um grupos de repetidoras, isso se chama REFLECTOR, ou seja, existem vários, dividido por países, línguas, assuntos etc..., aqui segue um exemplo de como chamar um Reflector.

O Reflector são divididos por números sendo: REF001, REF002 etc... E cada um desses possuem ate 3 salas.
Parar saber um do seu interesse acesse:



CONFIGURAÇÃO:

YOUR: REF004AL  (Exemplo de como conectar no REF004 sala A)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  



Exemplo de como desfazer os links dos 2 exemplos acima (por repetidora  especifica ou pelo reflector):


CONFIGURAÇÃO:

YOUR:           U    (Coloque a letra U como ultimo caractere, ou seja, na frente colocar os espaços)
RPT1: PY2KPE B   (porta de UHF da 439.925 MHz)
RPT2: PY2KPE G   (Gateway)  




Existe na internet uma ferramenta que ajuda você a utilizar outras repetidoras e como configurar seu radio acesse: http://www.dstarinfo.com/Calculator/DSTAR%20Web%20Calculator.aspx




Como saber onde e como chamar alguém?

Icom IC-2200H D-STAR

  Neste tutorial veremos como é feito a instalação da placa Digital UT-118 e a configuração do Icom IC-2200H em D-star.
Primeiro: Remova o seletor de freqüências (DIAL) puxando-o para frente.

 Com uma chave Allen solte os dois parafusos que fixam a frente do radio, e com cuidado destaque-a  frente do mesmo virando-o para baixo.


 Com cuidado encaixe a placa UT-118 ao soquete disponível.
UT-118





 Agora encaixe a frente do radio e a parafuse-a novamente.

 Ligue o radio e pressione o Botão “Bamk/OPT” por um segundo, na opção “DG” gire o seletor de freqüências “DIAL” para ativar o modo digital.


 Agora vá ao menu “MYC” Coloque seu indicativo.


 Agora vá ao Menu “YUC” e coloque o indicativo de quem você deseja se comunicar, ou então coloque “CQCQCQ” para falar com todos radioamadores.

OBS: se deseja comunicar-se no modo simplex, a configuração básica termina aqui. Mas no caso de operação via repetidora é necessária a configuração de seus respectivos indicativos.
Exemplo: Para operar via repetidora, vá ao menu “R1C” e coloque o indicativo da Repetidora que no caso usaremos a “PY2KRJ C” (a letra “C” representa a porta de VHF 147.180).

Agora sintonize a frequência de 147.180MHz Offset +600.
Pronto agora você já pode operar a repetidora no modo convencional (entrando em 147.780 e saindo em 147.180). Mas para se usar o recurso do Gateway  é necessário configurar também o Menu “R2C” com o seguinte indicativo “PYKRJ G” (A letra “G” representa a porta do Gateway) agora  você estará transmitindo na repetidora PYKRJ e em todas as outras que estejam por ventura lincadas no mesmo refletor que a PY2KRJ.
Segue um link do IC 2200h em Dstar  

www.youtube.com/watch?v=XI05R9YlBCE
Bom espero que tenha ajudado, isso é apenas o básico, as demais configurações quem sabe num próximo tutorial OK.
 73 a Todos!!!







DV Dongle Ponto de Acesso (DVAP)



Introdução  (DVAP)
Traduzido e editado por PU2YLR

O DV Dongle Ponto de acesso ou somente DVAP, é um dispositivo para acessar o sistema D-Star via Gateway, podendo ser usado em locais onde não se tem repetidora D-Star instalada, ou como um pequeno repetidor Privado.
O DVAP recebe o sinal da internet Gateway e o transmite via RF, e recebe o sinal de RF e o envia via internet Gateway, ou seja, como o próprio nome já diz um ponto de acesso ao sistema Digital de Voz
Usando o DV Dongle Ponto de Acesso (DVAP)
O primeiro passo é começar registrar! Se você não está cadastrado na rede D-STAR, você precisa começar registrando. É muito importante você se registrar em um único gateway. Uma vez inscrito em um gateway, estará registrado em todos eles. Siga as instruções em http://www.dstargateway.org. Até que você esteja registrado, você só será capaz de ouvir o sistema conectado. Não é permitida a transmissão de indicativos não registrados. Em seguida, verifique se você está conectado à Internet. Todas as comunicações entre o DVAP e um gateway ou refletor usa sua conexão de Internet.
Uma vez que o DV Dongle Ponto de acesso (DVAP) é aberto, o nome do dispositivo e os campos de números de série deve mostrar dados específicos do hardware que você tem aberto. Se isso não acontecer, você pode precisar selecionar um dispositivo diferente na caixa de dispositivo DVAP.
Em seguida DVAP Tool, faz uma solicitação para Internet com base de D-STAR nome do servidor gateway. Se DVAPTool tiver problemas para se conectar ao servidor, uma caixa de mensagem aparecerá avisando que a um problema. Verifique sua conexão com a Internet e tente novamente.
Configure o controle deslizante para o máximo nível de potência (10dBm ou 10 mW) e defina o controle deslizante Nível Squelch a meio entre o seu atual nível de ruído (as barras vermelhas abaixo do slider) e o nível máximo (semelhante à foto).
Você pode gravar e reproduzir conversas clicando no botão "Record" e "Playback". Durante a reprodução, você pode clicar no botão "Passar para keyup seguinte" para passar para a próxima pessoa a falar. Note-se que a reprodução é feita somente para o seu rádio, não para um gateway conectado ou refletor.
Você pode estar longe do PC, pois agora todos os comandos de controle são emitidos a partir do rádio D-Star.

Indicadores de Status
O DV Dongle Ponto de acesso tem quatro LEDs que indicam o estado operacional atual. Eles são de cor verde, vermelho, amarelo e azul (nesta ordem da esquerda para a direita).
O LED verde mostra o modo de operação, pulso lento, indicando verde ocioso e sólida mostra o DVAP está recebendo RF de um rádio.
O LED vermelho indica que o DVAP está a transmitir o seu rádio.
O LED amarelo mostra os dados do gateway ligado ao refletor ou perda de pacotes D-STAR do seu rádio.
O LED azul mostra que os dados estão sendo enviados a partir do PC para o DVAP.

Notas de Operação
O DV Dongle Ponto de acesso é de alta velocidade, o dispositivo em tempo real. Ele se comunica com o PC em 230kbps e necessita de velocidade da CPU e tempo adequados para funcionar corretamente. Muitas operações no PC podem interferir com as operações normais. Isto inclui protetores de tela, navegadores, mensageiros instantâneos, etc. Para melhor funcionamento, deve evitar a execução de aplicativos durante a operação do DV Dongle Ponto de acesso.
Para começar a usar o DV Dongle Ponto de acesso, dê um duplo clique no ícone “DVAPTool” em seu desktop. DVAPTool irá iniciar e exibir uma janela de diálogo semelhante à figura abaixo.

Há duas caixas de entrada de texto que exigem entrada, o indicativo da estação e a caixa de Freqüência. Introduza o seu indicativo pessoal na caixa de texto (Indicativo da Estação). Recomenda-se (mas não obrigatório) que você adicione um terminal "A" em seu cadastro e gateway que você use o "A" no oitavo personagem do seu indicativo como mostrado na imagem.
Digite uma freqüência simplex para a operação na caixa de Freqüência. Consulte o plano de bandas de freqüência para o seu país. Introduza a frequência em Hz inteiro (por exemplo, 146.570.000 para 146,570 MHz).
O "bloqueio indicativo" caixa ao lado da Estação Indicativo lhe permitirá limitar os usuários de rádio de sua DVAP apenas o seu indicativo ou qualquer indicativo. Esta é a maneira que você pode impedir que outros usem sua DVAP.
Clique no botão Open "Abrir" para se conectar ao DV Dongle Ponto de acesso.


Configurando seu Radio
Introduza o seu indicativo no campo MyCall do seu rádio. Selecione o modo DV e configurar a operação simplex. Você não precisa digitar RPT1 nem RPT2 deixe seu rádio local "DIRETO". Todos os comandos são inseridos no campo URCALL conforme detalhado abaixo.
Referencia de comandos para o radio
Insira os seguintes valores no campo URCALL no seu rádio:
   "DVAP   I" (Pedido de voz do DVAP)
   "DVAP   E" (falar para  teste)
   "CQCQCQ" (transmissão ao sistema conectado)
   "xxxxxxmL" (ligar, substitua XXXXXX com o gateway ou indicativo do refletor certificando-se de usar 6 caracteres enchendo até o fim com espaços conforme a necessidade.
  Substitua o "m" no caráter 7 com o módulo para o qual você deseja conectar. Use "L", no 8°                                caractere para indicar o comando Link. Por exemplo, o link para refletor 018 módulo B, utilize "REF018BL" em URCALL. Para criar um link para o gateway W4DOC, use "W4DOC AL" em URCALL).
   "U" unlink (para partir o link de um gateway ligado. Certifique-se que "U" está na oitava posição da URCALL).
Note que, diferente de "CQCQCQ", os comandos acima são processados localmente e não transmitidas para o sistema conectado.

Personalização de reprodução de mensagens de voz
Você pode substituir os arquivos incluídos que são jogados para indicar ações de comando. Os arquivos são:
        alreadylinked.dvrec (Reproduzido  quando  está ligado)
        alreadyunlinked.dvrec (Reproduzido quando você quebra o Link )
        dvap-id.dvrec (Reproduzido quando é emitido "DVAP   I")
        gatewayunknown.dvrec (Reproduzido quando o gateway solicitado é desconhecido)
        remotesystemliked.dvrec (Reproduzido quando o sistema está conectado)
        remotesystemlinkedro.dvrec (Reproduzido quando o sistema está ligado para recepção)
        remotesystemunlinked.dvrec (Reproduzido quando o sistema é ligado se desassociou)
Para gravar um arquivo, verifique se o DVAP não está aberto e ligado a um sistema remoto. Clique no botão "Record". Fale a sua mensagem. Clique em "Parar gravação". Ouça a sua gravação, clicando em "Playback". Você pode gravar a mensagem quantas vezes quiserem, até está feliz com ela. DVAPTool coloca a gravação no dvaptool.dvrec arquivo na pasta da qual ele foi iniciado. Basta mudar o nome de "dvaptool.dvrec" a um dos nomes de arquivos acima para ter DVAPTool usá-lo em vez do padrão.
Suporte e atualizações
Anúncios de atualização do programa. Ir para http://groups.yahoo.com/group/DVAPDongle


Para otimizar o ganho do DVAP pode-se usar antena externa de maior ganho, Veja: